Por que a cera de rícino gelifica óleos com adições tão baixas?
Porque mantém grupos hidroxila livres, o que quase nenhuma outra cera possui. Essas hidroxilas formam ligações de hidrogênio entre si e com superfícies polares, construindo uma rede tridimensional através do líquido que uma cera puramente hidrocarbônica não consegue formar. O resultado é que uma pequena adição gelifica um óleo, mantém o pigmento em suspensão e impede que um sistema líquido se separe em repouso.
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Qual é o ponto de fusão da cera de rícino?
Cerca de 85 a 88 graus Celsius, o mais alto entre as ceras vegetais comuns. Isso a torna o endurecedor mais eficaz disponível para um formulador que trabalhe com ceras vegetais macias, já que uma pequena adição eleva consideravelmente o ponto de fusão e a firmeza de uma mistura. A fase oleosa precisa ser aquecida acima desse ponto para dissolvê-la por completo.
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Em que ela difere do óleo de rícino comum?
O óleo de rícino é um líquido viscoso; a hidrogenação satura a dupla ligação de suas cadeias de ácido ricinoleico, deixando intacto o grupo hidroxila no carbono 12 e convertendo o líquido em uma cera branca, dura e quebradiça. Os grupos hidroxila que conferem a ambos os materiais seu comportamento incomum sobrevivem ao processo, razão pela qual a cera mantém a polaridade que a torna um estruturante tão eficaz.
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O grau micronizado é usado de forma diferente?
Sim. A cera de rícino micronizada tem granulometria muito mais fina e área superficial bem maior, por isso dispersa e estrutura de forma mais eficiente em dosagens menores, e é usada quando a cera é incorporada a frio em vez de fundida. Os graus padrão em escamas e em pó são usados quando a formulação é aquecida acima do ponto de fusão de qualquer modo.
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